Total de visualizações de página

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amo o Fofo - Marília Alencar. A Antunes.

Amo o Fofo,
Meu Fofo,
Meu Fofinho...

O Fofo jogador,
O bebê manhosinho...

O Fofo Flamenguista,
O Fofo Sargento...

O Fofo estudante,
O Fofo dançante.

O Fofo alegre,
Satisfeito e risonho.

O Fofo prestativo,
Amigo, compreensivo...

O Fofo meu marido e
Amante, ululante!

Amo o Fofo!
Sem porquê,
Sem pra quê,
Sem saber como
Nem quanto...

Sei que o amo
Com todo o meu ser
E espero que ele saiba
Que pra sempre hei de amá-lo!

domingo, 6 de novembro de 2011

Chuva - Marília R. Alencar Marinho

Oh, chuva que vem
E me molha por inteira
Lavando minha alma
Passando-me numa peneira...

Renova minhas idéias
Leva embora a tristeza
Acaba com as angústias
Faz-me viver com leveza...

Leveza de aproveitar
Os pequenos instantes
De saber apreciar
O barulho da água incessante...

Faz-me reparar melhor
Nos frutos belos da natureza
Faz-me desfrutar
Do simples, do cantar singelo

Do cantar dos passarinhos
Do arco-íris que surge
Do cheiro molhado da terra
Do brilho no olhar que urge

Faz também eu perceber
A grandeza do dia ensolarado
Após tantos dias chuvosos
O sol reaparece dourado...

Sinto o quão é importante
Um dia de chuva para refletir
E como traz alegria
O novo dia, o sol a surgir...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saudade - De Marília Alencar Marinho. A Antunes.

Quase dois dias se passaram
E eu aqui neste lugar
Cenário lindo e aconchegante
Sem conseguir relaxar...

É que sinto sua falta
Fica um vazio no ar
A cama muito espaçosa
E um frio de matar!

Sinto falta do seu calor
Seu cheiro a exalar
Contento-me a pensar no beijo
Que lhe darei ao chegar

Conto os dias que passam
As horas e os segundos
Esperando ansiosamente
Meu grande amor, meu mundo!

A saudade é imensa
Muito mais nesta cidade
Que é linda e maravilhosa
Mas que falta o meu par!

Escrito por mim, Marília Alencar Marinho, dia 31.10.2011, 22h35 - Horário de verão, no Rio de Janeiro - RJ.

sábado, 29 de outubro de 2011

A Jesus, obrigada! - De Marília Rodrigues Alencar Marinho

Obrigada
Por eu respirar
Por um dia a cantar
Por estar a amar

Muito grata fico
Por um dia bonito
Pelo fofo querido
Pela profissão escolhida.

Dou graças ao Senhor
Pelo hoje, uma dádiva
Pela magia da vida.

Jesus, obrigada
Por alcançar minha meta
Por tentar ser correta.

Escrita em 12.10.2011.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alagoas - Marília R Alencar Marinho

Já andei por estas ruas
Caminhando sem parar
Não achei neste Brasil
Lugar melhor para morar...

Passeando pelas praias
Pajuçara, Ponta Verde,
Jatiúca, Guaxuma
Encanto-me com a paisagem...

Paisagem do pôr-do-sol
À beira do Alagoinhas
Ou de todo o artesanato
Visitando as feirinhas...

Se ao Sul eu viajar
Encontro o Francês por lá
Indo adiante a Barra
Não há melhor lugar!

Dizem que Alagoas não tem dunas
Não há mentira maior
Se quiser se enamorar
Basta ir em Coruripe e Jequiá...

Não se esqueça de passar
Em Penedo e Piaçabuçu
São cidades históricas
De uma beleza secular!

Se ao Norte eu quiser ir
Vou a Maragogi
Mar lindo bem azul
Areais brancas de luzir!

Também tem Japaratinga
Com pousadas de amar
Um pequeno paraíso
Bem de frente pro mar!

Se eu quiser ir no Sertão
Pão de Açúcar é boa pedida
Mas não deixo de passar
Em Piranhas: Terra Querida!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Uma verdadeira paixão - De Marília R Alencar Marinho

Paixão
Soa com emoção
Rima com Futebol
Combina com o MENGÃO...

Flamengo
Maior torcida mundial
Time de gigantes
Um campeão genial...

Hexacampeão
Raça e amor
Time de glamour

Neste Brasileirão
Vamos ser Hepta
Com o cantar da nação!

"Uma vez Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre
eu hei de ser..."

domingo, 23 de outubro de 2011

Antunes - De Marília Rodrigues Alencar Marinho

Ser correto
Ser brilhante
Insubstituível
Amante.

Ser sincero
Ser bacana
Indiscutivelmente
Montanha.

Montanha de amor
Montanha de calma
Inesquecivel
Alma.

Alma de bem
Homem amado
Inesperadamente
Amarrado.

Amarras de amor
Selada a união
Entre o Direito e a Medicina
Entre a razão e a emoção.

Somos sol e lua
Somos terra e ar
Somos mais que união
Somos um belo par.

Para fechar essas linhas
Quero apenas afirmar
Não há amor maior no mundo
Para sempre vou te amar...

Escrita por mim, Marília Rodrigues Alencar Marinho, em 23.10.2011, em homenagem ao meu marido Francisco Antunes Silva Marinho, a quem tanto amo. Comemorando 3 anos e 4 meses juntos.

Rafael - De Marília Rodrigues Alencar Marinho.

A vida nos trouxe
Um lindo presente
Muito amor para a gente
Uma dádiva.

Em junho de 2010
Fez a família sorrir
As avós a babar
E todos a brincar.

É lindo sorrindo
Também caminhando
Um bom menino:
Rafael.

Poema escrito por mim, Marília Rodrigues, em homenagem ao meu sobrinho Rafael, de Mariése e Márcio, que hoje está com 01 ano e 4 meses.

Quem ama inventa - Mário Quintana

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

Extraído do Livro Quintana de bolso Rua dos cataventos & outros poemas - L&PM Pocket - 2010.

Sem querer - Marília Rodrigues Alencar.

Faço poesia sem pensar
Apenas alguns versos
Expressando meu sentir
Meu falar
Meu jeito de amar
Uma forma de mostrar
Sem querer
Meu amor por você.

Extraído do Livro de Marília Rodrigues Alencar "Paixão acesa", Editora Q Gráfica - 2009.

Natal! - Marília Rodrigues Alencar

Natal! Tempo de luz,
De sonhos e reflexão,
De orar e agradecer,
Dar amor e perdão.

Tempo de abrir o coração,
Lembrar do passado e sorrir,
Viver o presente,
Sonhar com o futuro.

Natal! Tempo de ser feliz!

De Marília Rodrigues Alencar, do Livro: "Paixão acesa" - Editora Q Gráfica - 2009.

Lua transcendental - De Rosiane Rodrigues

doce loucura
transcende
tua luz
ó lua!

em vão
te espero
nos raios
de sol!

De Rosiane Rodrigues, poetisa e médica psiquiatra, extraído do livro: "Bico de luz" - Editora Sergasa - 1990.

"Lua adversa" - Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Extraído do livro Cecília Meireles - Cecília de bolso - uma antologia poética. L&PM Pocket Editora. 2010.

"A feiticeira Circe" - Rosiane Rodrigues

amarra-te
ao mastro, Odisseus
tampa com cera ouvidos
de marinheiros aflitos

salva-te
do canto da Sereia, evita
sanguinolentos conflitos
ordena Circe.

Da poetisa e médica psiquiatra Rosiane Rodrigues.
Extraído do livro "Prometeu Mitologia em poesia", da editora Catavento - 2003, De Rosiane Rodrigues.

"Aparição" - De Rosiane Rodrigues

apareceu um anjo
no meu caminho
botão de rosa
entre espinhos
no meu caminho
apareceu um anjo

Da escritora e poetisa, médica psiquiatra e minha mãe, Rosiane Rodrigues.
Extraído do livro "A tentação do anjo" - Editora Catavento - 2001, De Rosiane Rodrigues.

domingo, 16 de outubro de 2011

"Dia de criança" - Marília R. Alencar Marinho

Hoje é dia de festa
De criança sapeca
De chutar os problemas
De fazer um poema
De sentar em família
De fazer uma filha
De sorrir de bobagem
De jogar sacanagem
De tentar ser palhaço
De fugir de gaiato
Hoje é dia
De folia
Dia de voltar
A ser criança.

Lua II - Marília R. Alencar Marinho

A vida sorriu
A lua surgiu
E fiz uma descoberta,
Estou certa:
É amor!

"Lua" - Marília R. Alencar Marinho

O céu clareou
Com o brilho
Da lua amarela
Que me apareceu
Na janela
E encantou.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Minha vida é um eterno futebol... De Marília R Alencar Marinho

Comecei a vida
e fui aprendendo
a fazer gols.
Fiz meu primeiro gol
quando nasci, aprendi a andar,
a falar, a comportar-me
como uma mocinha...

E na adolescência
começaram as faltas...

Faltas cometidas por mim
quando, sem querer,
comecei a magoar as pessoas...

Mas também sofri faltas
por aqueles que me magoaram
e me fizeram sofrer...
E pela própria vida
Que retirou de mim, de repente,
uma pessoa importantíssima!

Consegui também fazer gols
importantes na vida!
Completei o ensino médio,
passei em 02 vestibulares,
tirei a carta de motorista de primeira,
graduei-me em Medicina,
fiz três pós-graduações,
fui morar sozinha...

E vieram alguns chutes a gol para fora,
na trave, quando tentei novamente
encontrar o amor mas
não encontrei...

Até que fiz um gol de letra!
Na verdade, um gol de bicicleta!
Encontrei o verdadeiro amor!

Casei!
Chance de viver uma história de amor,
abri meu coração...
E desta vez, vieram mais gols
e mais faltas sofridas e cometidas!
Mas também veio muita alegria...

E o jogo de futebol nunca acaba!

Às vezes, sofro alguns escanteios,
quando tento fazer o gol
e vem alguém e chuta a bola para fora!
Mas faz parte do jogo da vida!

E assim vou vivendo...
Caminhando e cantando,
Sorrindo, sofrendo...
Mas, amando!
E com a certeza,
que ainda terão
muitas faltas a cobrar e a sofrer,
mas também muitos gols
a se realizarem com o fofo!


Solidão ou saudade?

Certo dia
alguém me falou
que saudade
é o amor que fica...

Certo dia
percebi
que saudade
é mesmo amor...

Certo dia
confundi
saudade
com solidão...

Certo dia
percebi
que amor,
solidão e saudade
se confundem...

Certo dia
conclui
que quanto mais
tento entender...

... mais me distancio do porquê...

... Só sei que amo e sinto saudades...

Quanto mais amo,
mais sinto saudades...

E quanto mais sinto saudades,
Mais me vejo na completa solidão...




sábado, 23 de julho de 2011

COM FÉ - De Marília R Alencar Marinho - 22.07.11

Com o erro,
vem o acerto.

Com o desespero,
vem a esperança...

Após a escuridão,
vem a luz.

Após as tempestades,
vem o arco-íris.

Com as discussões,
chega a reconciliação.

Com a reconciliação,
o perdão.

Com o perdão,
vem o amor.

Com o Amor,
a doação.

Com a doação,
a caridade.

Com a caridade,
a Fé.

Com Fé,
chegamos a Deus.

Com Deus,
nada faltará.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

À beira-mar - De Marília R Alencar Marinho

Semanas vão
Semanas vêm
E eu só a pensar
No meu bem...

O dia anoitece
Volta a amanhecer
E o meu pensamento
Só em você...

Hoje é lua cheia
Estamos à beira-mar
E nós aqui
A nos amar...

Não sei definir
Não sei expressar
Tomara estes momentos
Voltem a nos rodear...

...Pois como é bom te amar...

sexta-feira, 18 de março de 2011

"Te amo" - De Marília Rodrigues Alencar Marinho

Te amo
A ponto de gostar mais de ti
que de mim...
Te amo
A ponto de perdoar tua ausência,
teu modo caseiro de ser,
teu silêncio...
Te amo
A ponto de não enxergar mais
nesta estrada da vida sem ti...
Te amo
A ponto de sofrer calada
e chorar baixinho
pra não te magoar
nem te preocupar...
Te amo
A ponto de te encher de mimos,
de carinho, de beijinho
e querer viver para ti,
por ti e contigo...
Te amo
A ponto de virar "grudenta"
igual "chiclete"
e te acompanhar a qualquer passeio,
pois só em estar ao teu lado
sou feliz...

quinta-feira, 17 de março de 2011

"O relógio" - De Pedro César da Silva, alagoano, jornalista e historiador.

O relógio
da sala de estar
não quer parar,
ele só quer ficar
parado na sala de estar
com seus ponteiros
variantes, ora segundos,
ora minutos e ora horas.
Um dia ele pára
no meu pulso
num instante.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Se eu não tiver você... De Marília R. Alencar Marinho

Se eu não tiver você...
Sou música sem melodia,
Sou piano sem teclas,
Sou céu sem luar,
Sou estrela sem brilho,
Sou mulher sem cabelos,
Sou pizza sem queijo,
Sou refrigerante sem gás,
Sou cerveja sem álcool,
Sou praia sem mar,
Sou mar sem peixe,
Sou jogador sem chuteiras,
Sou corredor sem tênis,
Sou médico sem jaleco,
Sou rosa sem pétalas,
Sou jardim sem flor,
Sou casa sem teto,
Sou fruta sem açúcar,
Sou pão sem manteiga,
Sou ar sem oxigênio,
Sou mala sem alça,
Sou avião sem piloto,
Sou carro sem direção,
Sou pista sem asfalto,
Sou panela sem tampa,
Sou só,
sem metade,
sou vazia,
sou...
...e não sou.

terça-feira, 8 de março de 2011

"MULHER" - De Marília Rodrigues Alencar

Sou alguém para ser ouvida,
para ser amada, ser elogiada...
Alguém que também sabe ouvir, sabe amar,
sabe o seu lugar...
Sou alguém com múltiplas funções,
sou alegria, sou do lar.
Sou alguém que cozinha, que arruma,
que sabe cuidar.
Sou alguém que trabalha fora,
que ganha o sustento,
que sabe suar.
Sou alguém que nasceu pra ser mãe,
para ser esposa, para trabalhar.
Sou alguém que sabe ajudar, sabe ouvir,
ainda sabe chorar.
Sou alguém que sabe ser razão
quando é necessário,
mas é pura emoção.
Sou alguém que às vezes é querida,
às vezes sofrida, às vezes só.
Sou alguém que aprende a ser,
alguém que trabalha e sabe fazer.
Alguém que luta por um mundo melhor,
sabe ser cristã e quer ser avó!
Sou alguém para ser,
simplesmente ser,
só por ser MULHER.

Homenagem a todas as mulheres no Dia Internacional das Mulher - 08 de março.

segunda-feira, 7 de março de 2011

CARNAVAL 2011 EM ALAGOAS

Maceió é conhecida no carnaval pela cidade da tranquilidade.
Na capital houve as prévias carnavalescas no dia 26.02 com os blocos Pinto da Madrugada e Pecinhas de Maceió. No dia seguinte foi a vez das Bonecas da Serraria.
No dia 04.03 houve o Bloco do Prazer e o Pó-de-giz, respectivamente, da Saúde e da Educação.
No dia 05.03 saíram as escolas de samba: Girassol, Arco-Íris, 13 de maio, Jangadeiros e Gaviões da Pajuçara, onde a campeã foi a Girassol, do Vergel do Lago.
As outras opções de carnaval na capital alagoana foram o Clube Fêniz alagoana e o Sesc Guaxuma.

Resta a quem está na capital alagoana procurar as festas nas cidades litorâneas.
Na Barra de Santo Antonio a atração fica por conta do das bandas alagoanas Geléia e Banda, Boca de Forno, Koko Loko e Affarra.

Na Barra de São Miguel há o desfile dos blocos, das 16 até as 22 horas – com saídas da Praça da Canoa (próximo ao hotel Rio Mar), hoje as atrações são Vira- vira e Bate Lata, a noite os shows ficam por conta das Bandas Marquesa e Kletexi na Praça de Eventos e Baladeira e Praketu na Praia Niquim.

Já em Paripueira os shows ficam por conta da Balanço 10, Boca de Forno e Pakaramba.

As outras opções são nos interiores de Alagoas: Anadia, Arapiraca, Coruripe, Poxim, Barreiras, Pindorama, Estrela de Alagoas, Jequiá da Praia, Junqueiro, Maragogi, mata Grande, Olho Dágua das Flores, palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pilar, Piranhas, Santa Luzia do Norte, Santana do Ipanema, São José da Tapera, São Miguel dos Campos, União dos Palmares e Viçosa.

Escolham o destino e divirtam-se com alegria, responsabilidade e prudência!

Um feliz carnaval a todos!

Fontes: Correio do povo de Alagoas e primeiraedicao.com.br

EU - FLORBELA ESPANCA

Eu sou a que no mundo anda perdida,
eu sou a que na vida não tem norte,
sou a irmã do sonho, e desta sorte
sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
e que destino amargo, triste e forte,
impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam de triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver
e que nunca na vida me encontrou!

De Florbela Espanca - poema "Eu" - * Vila Viçosa - Alentejo, 1894
+ Matosinhos - Douro, 1930.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Feliz

Sou feliz
Em aqui viver
Em eu mesma ser
Em te conhecer...

Sou feliz
Por olhar o céu
Por sentir calor
Por não ter sido réu...

Sou feliz
Por poder cantar
Por ter mãos pra acariciar
Por saber amar...

Sou feliz
Por gostar de mim
Por agir assim
Por te perdoar...

Sou feliz
Porque sou amada
Sinto-me desejada
E, por que não, invejada?

Sou feliz
Pois consigo crer
No Amor Maior
Em como é bom VIVER...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Abandono" - Marília R. Alencar

Sou uma moça
Abandonada
Coração vazio
Na estrada
Todo este amor
Não importa
Eu não mereço
Teu valor
Pois tanto esforço
Para te agradar
Não é suficiente
Pra você me amar...

"Simplicidade" - Marília Rodrigues Alencar

Quero me sentar
Na beira da calçada
Como quando criança
Assim fazia...
Quero sentar
E olhar as estrelas
Enquanto as pessoas passam
E sorriem...
Quero conversar
Com a vizinhança
Almoçar pizza
Aos domingos...
Quero adormecer
De madrugada
Após apreciar
O nascer do sol...
Quero andar
De mãos dadas
Ouvindo o som
Das ondas do mar...
Quero sentar
No calçadão
Sentir seus braços
A me envolver
Sentir meu coração
Palpitar de emoção...
E ao voltar pra casa
Ficar juntinhos
Abraçados no sofá
Agarradinhos...
Quando a noite cair
Sentir a certeza
De que nosso amor
Nunca irá findar...

"Bem-te-vi II" - Marília Rodrigues Alencar

Bem-te-vi
A tua música
Ilumina e suaviza
Os meus ouvidos
O som do teu canto
É sinônimo
De alegria
Sinonímia ainda
De quão bela é
A natureza.
Se na vida
Não pudesse te ouvir
Seria como o céu
Sem a lua
Seria escuridão
Sem luz
Seria puro vazio
No coração
Mas enquanto
Tu estás por perto
Sei que vale à pena
Eu estar aqui
Sei que vale à pena
Ainda sorrir...

"Bem-te-vi" - Marilia Rodrigues Alencar

Não vá embora
Meu bem-te-vi
Deixe-me ouvir
O seu cantar
Deixe-me vê-lo
Sorrir
Deixe-me ver
Seu lindo olhar...
Como é belo
O seu voar
É a prova viva
Da natureza
É a prova viva
Do amor divino
Deixe-me sentir
A sua alegria
Quem sabe assim
Você me ajude
A levar pra longe
Toda essa tristeza
Quem sabe assim
Ao vê-lo feliz
Eu venha de novo
Voltar a sorrir...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

FOFINHO MANHOSO - Marilia Alencar

Fofinho
Manhoso
Que falta
Você me faz.
Fico a lembrar
Do seu sorriso
Do seu cheiro
Do seu beijo.
Fico com seu jeito
Na minha mente
Jeito de manha
Fazendo-me sorrir.
Sonho acordada
Com nosso reencontro
Nosso abraço
Nosso chamego.
Volta logo
Para os meus braços
Para eu cobri-lo
De carinho e abraços.
E, ao final,
De todo amasso
Cair exausta
Dormir ao seu lado
E no novo dia
Ao acordar
Beijar sua boca
E recomeçar.

Discriminação ao paciente psiquiátrico - texto em prosa - Marilia Alencar

Discriminação ao paciente psiquiátrico

Tenho andado cansada do preconceito da sociedade ao doente mental. Em pleno século 21, a comunidade ainda não tem a quem recorrer ajuda quando se encontra com seus familiares em surto psiquiátrico.

Ainda se pensa duas vezes antes de se procurar um psiquiatra. Ainda se prefere deixar o doente mental em surto em casa, escondido da sociedade e não medicado a interná-lo em um hospital psiquiátrico.

Por que será? Será que nossos hospitais não apresentam condições de retirar o doente do surto? Ou é puro medo de se carregar para o resto da vida o rótulo de “doido” e de ser discriminado no seu emprego? Até quando as famílias vão preferir que seus doentes continuem doentes em suas casas a receberem o tratamento adequado?

Às vezes, quando o familiar finalmente compreende a importância da internação psiquiátrica, os quatro hospitais da área da cidade de Maceió, Alagoas se recusam a hospitalizar o doente (por falta de leito disponível ou por ser um usuário de álcool ou drogas ilícitas). Ou, ainda, a própria SAMU – Serviço de Atendimento Médico de Urgência recusa-se a ir buscar o paciente em seu domicílio dizendo não ser função do órgão. E de quem é esta função? A urgência médica não inclui a urgência psiquiátrica? A Psiquiatria não seria uma especialidade médica?

Sim. A Psiquiatria é e sempre continuará sendo uma especialidade médica. E como todas na Medicina, também há situações de urgência e emergência (como as tentativas de suicídio, quadros de agitação psicomotora e heteroagressividade, quadros de delirium, síndrome de abstinência do álcool ou outras drogas ilícitas).

O único problema é que o paciente psiquiátrico ainda é discriminado na sociedade. Por ele mesmo, por sua família, pela comunidade, e o pior, pela própria classe médica não psiquiátrica e pelo pessoal da área da saúde.


Maceió-AL, 16.01.2011.
Escrito por Marília Rodrigues Cavalcanti de Alencar Marinho – médica psiquiatra de Maceió – AL
mariliarcalencar@hotmail.com