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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Paixão acesa - Marília Rodrigues Alencar - 2009

Marília e sua revelação...

Desde o nascimento da poesia, o amor tem sido o tema mais abordado; entretanto, falar do amor e suas infinitas fases é um desafio que poucos poetas, dos diversos movimentos literários, realizaram com maestria.
Talvez os românticos clamem para si este título; todavia, sua visão sobre o amor foi limitada pela desilusão, conhecida como mal do século. Por outro lado, os parnasianos afirmam que nenhumoutro poderia falar falar de um tema com a escolha perfeita de métrica e palavras quanto eles; no entanto, o amor não pode ser descrito com a frieza obtida pela busca da perfeição estética.
Os saudosistas lembrarão de poemas líricos tão antigos quanto à civilização, mas, ainda assim, apenas poucas faces desse sentimento puderam ser abordadas pelos grandes escritores dessa corrente.
Os modernistas quebraram barreiras e tabus, escrevendo sobre o amor de outras formas, mas ele continua a ser o mesmo descrito pela formalidade estética, pela desilusão do Romantismo do século XIX, ou pelo lirismo de eras mais antigas.
É dentro desse contexto que a poesia de Marília se revela. Em seu livro Paixão Acesa ela fala do amor sob diversas facetas: o amor infantil, o adolescente, o religioso, o familiar, o fraterno e, sobretudo, o sensual. Uma jovem tímida, que desnuda sua intimidade, seus medos, frustrações e desejos através de seus versos. Ela fala de desilusão e também de esperança, brindando-nos com uma poesia ardente, envolvente e sincera. Se como diz o mestre Fernando Pessoa em sua Autopsicografia,

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente..."

Marília se revela como uma fingidora, que sente a dor que finge, mas, sobretudo, vive intensamente o amor que escreve.

Maceió, no início do verão de 2008.

Márcio André Rodrigues Cavalcanti de Alencar.

Professor Doutor em Física.

3 comentários:

  1. Bom. Prefiro acreditar que o poeta é um primeiro amante da sabedoria, com um amor tal que perscruta o mais íntimo da alma e, por meios artísticos, revela o intraduzível. Como uma chama que sonda o inconsciente e conscientiza o homem de sua vocação à transcendência, de sua dignidade de pessoa chamada a uma realidade superior, ou seja, a sublimar, enlevar o espírito, como o faz a arte verdadeiramente bela.
    Abraço, minha prima!
    Que o Ato Puro a ilumine e abençoe!!

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  2. Lindas palavras, Primo! Obrigada! Marília Rodrigues Alencar.

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  3. Oi lila tá bonita.
    Afetuoso abraço
    Dinha

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