sábado, 31 de outubro de 2009

Desprezo - Marília Alencar

Mais uma vez
Substituída,
Trocada,
Deixada de lado,
Em último plano,
Abandonada,
Mal-tratada,
Desprezada...
Não sei
Porque isso acontece...
Não sei mais
Onde estou errando.
Não sei
Se em outra vida
Fiz alguém sofrer...
Pois, nesta,
Vivo só,
Sempre sofrendo...
Às vezes, até,
Preferindo morrer...

"Mistura" - Marília Rodriges Alencar. 2009

Sinto em
meu peito
uma brasa
um carvão...
Não sei explicar
Não consigo definir
Sei que é mistura
De gozo e dor
De alegria e tristeza
De coragem e medo...
Medo do que virá
Coragem para enfrentar
Acho que a solução
É não pensar
E ir vivendo
Pois, nas mãos de Deus,
Minha vida está!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

SAUDADE - Marília Rodrigues Alencar - Out. 2009.

"Saudade
É amor
Que não vai embora,
Nem à distância,
Nem quando morre...
Saudade
É amor
Que se eterniza...
Saudade
É amor
Mesmo sem ver,
Sem tocar,
Ou sem sentir...
Saudade
Só se tem
Quando há amor...
Saudade
do cheiro, do olhar,
da pele, do toque...
Saudade
Só se sente
Não se explica".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Só Deus é", De Roberto Antônio Rodrigues, da obra "Dois Poetas Algumas Poesias", editora Catavento, Maceió, 2006.

"Na presença da dor
Quem sou?
Nada!

Na alegria da vida
Sou tudo
Pleno!

A alegria mascara
A dor escancara
E declara
Só Deus é!"


Roberto Antônio é natural de Piranhas - Alagoas, Engenheiro Civil especializado em Engenharia do Petróleo, consultor de empresas na área de Gestão pela Qualidade, Diretor Administrativo da Fndação Arquidiocesana de Cultura e membro do Conselho da Pastoral da Paróquia de São José da Arquidiocese de Aracaju - SE.

"Procura", de Rosimeire Rodrigues Cavalcanti, da obra "Dois poetas, algumas poesias", editora Catavento, Maceió, 2006.

"Na busca do ter
A entrega
O ser

Vilão ou mocinho
Que importa saber?
Fusão dos sexos
Nos atos reflexos
A razão é o prazer
De ter, de possuir
Você".

Rosimeire é natural de Piranhas - Alagoas, médica psiquiatra, com mestrado em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento pela Universidade Federal de Pernambuco, professora universitária da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, Diretorá-Geral do Hospital Escola Dr. Portugal Ramalho e membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

"O amor é cego" - Pedro César da Silva, da obra "Janelas", editora futurArte poesia, Rio de Janeiro, 2009.

"O meu amor
Te procura
O teu amor
Me encontra
E me guia
Por ruas
Escuras.
Perdidos
E sem luz
Seguimos abraçados
E atravessamos as ruas
Guiados pelo acaso".

"A palavra vira Poesia" - Pedro César da Silva, "Janelas", 2009.

"A palavra
Vaza da alma,
Vaza da boca,
Vaza da gente,
Vira poeira,
Dobra esquina,
Ganha o dia.
Vira estrela,
Rodeia a lua,
Cai da noite,
Faz chorar
Dá brilho ao olhar
E vira poesia
Na vida da gente".

Pedro César da Silva é natural de Maceió - AL, graduado em Jornalismo e História pela Universidade Federal de Alagoas e funcionário ímpar do Hospital Escola Dr. Portugal Ramalho. "Janelas" é sua segunda obra, publicada pela editora futurArte poesia - Rio de Janeiro, em 2009. A primeira é Absoluto obsoleto publicado em parceria com José da Guia Silva, em 1994.